Uma breve reflexão sobre o bairrismo

É. Mais um longo tempo sem posts… estou em época de provas, em que o ritmo de leitura e escrita se torna, é claro, bem menor. Aliás, falando em escrita, há uns dias consegui romper um bloqueio de meses, ao escrever os primeiros parágrafos de um conto. O tema? Uma crítica sutil àquilo que chamam de “o sul é o meu país”; tudo regado com muita fantasia – o resultado está ficando interessante.

Aproveitando a deixa, apresento agora uma reflexão que foi publicada em meu antigo blog há uns meses, agora numa versão um pouco diferente.

Lá por junho deste ano, um comentário feito por mim em classe após uma das apresentações de um trabalho de Sociologia incendiou a minha turma da faculdade, que me pareceu massivamente contra a manifestação da minha opinião e o conteúdo da mesma. O resultado foi mais ou menos previsível: a tal “discussão” não levou a nada.

Eu não sou qualquer tapado, qualquer idiota alienado (como uma considerável porcentagem dentro da minha sala e da PUCRS como um todo), e afirmo que, pra discutir comigo, tem que ter argumento, sustentação e embasamento. E, sim, pode chamar de arrogância. Se arrogância é não gostar de discutir com gente que não tem as características citadas, então eu sou arrogante. Mas, parando para pensar agora, aquele definitivamente NÃO É um ambiente para esse tipo de discussão. Talvez, também, eu tenha me exaltado um pouco, ou me expressado de maneira errada. Mas a perspectiva da discriminação aberta e do bairrismo me deixam claramente nervoso.

O tema do trabalho era para ser os localismos – a preservação das culturas regionais, o amor à sua querência, o orgulho de seu estado. Só que o enfoque – aliás, enfoque coisa alguma: a totalidade – do trabalho versou sobre o nosso estado, o Rio Grande do Sul. Até aí, nenhum problema. O trabalho, em si, foi bem feito e bem apresentado – não é esta a queixa. Esta incide sobre o fato de uma boa parte dos gaúchos confundir o amor pela terra onde nasceu com uma idéia infundada, infantil e grotesca, que é a do bairrismo.

Pensamentos como “o sul é o meu país”, “os gaúchos são os melhores” e “movimento separatista já” soam inocentes apenas para aqueles que têm vendas sobre os olhos. Para mim, isso é um instrumento de segregação. Instrumento de ódio. De discriminação sem alicerce nenhum, que não seja o da pura e simples defesa de um conceito ultrapassado de que o povo daqui é superior, “somente por ser superior”. Sim, isso mesmo. Listinhas de justificativa de como nossas mulheres são belas, os times são bons, o clima é superior e outras bobagens não são argumentos válidos; ao menos, não para mim. Um orgulho sadio da sua terra não propicia nenhum problema; agora, a bandeira de intolerância levantada por boa parte do povo gaúcho é perniciosa a todos. A quem pratica a agressão – que não percebe a mediocridade daquilo que defende – e, principalmente, aos afetados de forma direta pelo preconceito exposto. A seguir, quero fazer duas observações importantes.

Primeira: preconceito é algo inerente ao ser humano – todos têm preconceito contra alguma coisa. Pode ser contra negros, contra judeus, contra árabes ou mesmo contra gordos, contra “nerds”. Sim, esses dois últimos são preconceitos também, sabia? A diferença se encontra na forma como ele é manipulado: se tu não gostas de algo ou alguém e procura te afastar destes, mantendo o preconceito para ti mesmo, é algo absolutamente normal. Agora, urrar como um animal irracional para todo o mundo ouvir e se inteirar do seu preconceito é, no mínimo, questionável. Muitos não chegam a ser tão radicais – com idéias de separatismo, por exemplo -, mas, aos olhos dos demais, o efeito é quase sempre o mesmo do que o daqueles que acham belo espalhar a segregação.

Última: não estou negando que o pessoal dos outros estados não tenha sentimentos semelhantes aos dos gaúchos – tanto os positivos quanto os negativos -, porque seria muita insensatez minha. A questão é: quem alimenta os comentários e o preconceito que os gaúchos muitas vezes sofrem fora do RS? Me parece meio óbvio. São esses fanáticos… e os não-fanáticos também, pois, ao serem coniventes com as idéias – como eu já disse, aparentemente inocentes – da superioridade gaúcha, estão mostrando aos demais brasileiros que estes são inferiores, que estes não tem uma cultura “tão vasta e rica”, que não tem belezas naturais, mulheres belas, times campeões do mundo… e a coisa acaba generalizada: mesmo um gaúcho que discorda totalmente desses “ideais” – como eu, por exemplo – poderia sofrer preconceito fora do estado. Já estão alastrados no sangue essa desconfiança, essa intolerância, esse ódio, que decorre de ambas as partes – gaúchos e demais brasileiros.

Bem, acho que acabei me estendendo demais. Eu poderia falar sobre mais aspectos – o fato de eu achar que o “mito do gaúcho” é forjado, por exemplo – e prolongar o assunto por incontáveis posts, mas não vou fazer isso. Pelo menos, não agora. Meu desabafo, por assim dizer, está feito, e acho que dá suporte a algumas reflexões.

Até a próxima!

28 respostas para Uma breve reflexão sobre o bairrismo

  1. Juliana Oliveira disse:

    Falou e disse! Esse movimento não tem argumentos coerentes e nem sequer é justificavel, concordo plenamente com as tuas palavras.

    Beijos

  2. Lina Carolina disse:

    Já tinha lido esse post no outro blog e vou repetir que concordo plenamente com o que foi dito. Os gaúchos têm fama de serem arrogantes por se acharem os “europeus”.
    Quando o fanatismo toma conta, distorções acabam aparecendo, como o argumento de que “O Sul sustenta o Brasil”, ou “Nossos impostos vão para o Nordeste”.
    Quem é desinformado acaba aceitando esses argumentos e o bairrismo se prolifera.

  3. Ana Rosa disse:

    Acho esse pensamento muito complicado. Abre as portas para uma intolerância ridícula. Eu, como nordestina, sou meio suspeita pra falar. Mas o fato é que isso acaba criando no norte/nordeste uma resposta, gerando um ciclo bem ruim. Eu entendo bem o que é ser “atacada” por ter um ponto de vista diferente do que todos da minha sala tinham, aprendi a engolir discursos machistas e preconceituosos. Gostei muito do seu blog. =)

  4. Ana Rosa disse:

    olha só, acabei de descobrir que se escrevermos um recado no skoob com “<" soh vai o que estiver antes! (descobri a roda! aheuhaeu) se tiver visto que escrevi um comentário antes e exclui, foi por causa disso. =x (perdi a metade final do recado que te mandei, aih tive que escrever de novo, provavelmente esquecendo algumas coisas, mas acrescentando outras) (; ah, gostei dos seus contos que li ^^

  5. Daniel Silva disse:

    bairrismo é uma merda.. entre SP-RJ mesmo dá até nojo de ver. deixa de ser preguiçoso e posta mais.

    abraço

  6. Mahrcos caniggia disse:

    Desculpa, mas achei uma bobalhagem o que escreveste, e acredito que a maioria na tua sala de aula deve ter dito o mesmo.
    A separação do Paraná pra baixo, é muito maior que time de futebol, é muito maior que negro, branco, e bairrismo. Estás confundindo diferenças politicas com ser supremo.
    A questão, meu amigo, é que a tendencia mundial, é a globalização, e é nisso foi baseado a extinção da Russia. Tive um professor em Porto alegre, que disse; Não existe separatismo, sem luta, e sangue.
    Essa tua briga em sala de aula, não é de hoje, ta no sangue de nossos antepassados, unico povo que não fica em cima do muro, unico povo que aprende civilidade em sala de aula, unico povo que canta o hino do estado de cor. Parabéns por este trabalho que fizeste em aula. Mas falta material didático, mais leitura politica, pra ti poder formar uma opinião mais detalhada.
    Quanto ao norte e nordeste, são culturas sensacionais, que tem que ser respeitadas. Não queremos nos separar por preconceito ou por achar que todo dinheiro vai pra lá. Queremos nos separar, como um um filho que sai casa do pai e vai viver sua vida, mas com a dor da separação, mas o amor do parentesco. Um defendendo o outro.
    O sul é meu País!

    • ramirocatelan disse:

      Realmente, não dá pra esperar mais nada de um separatista. Olha a quantidade de besteiras que tu falou; é claro que pra ti e pros teus correligionários não são besteiras, mas qualquer um com um nível de discernimento mais aguçado o papo de vocês é pura verborragia. Eu poderia me aprofundar mais e desmembrar os teus “argumentos”, mas, sabe como é, eu tenho uma vida fora da internet e muitas coisas mais interessantes a fazer. Se tu insistir em querer discutir, te passo meu MSN numa boa, desde que mantido o nível. Enfim, parabéns pela educação (pois não chegou a me agredir) e parabéns também por colaborar com a manutenção da violência no mundo, campeão! :)

    • André disse:

      Pelo amor de Deus cara, eu aprendi civilidade na escola e provavelmente melhor que você, ate porque uma das coisas que aprendi é a nao fazer afirmações generalizadas, moro em São José dos Campos SP e aqui mais de 60% da população é de “gente de fora”, tenho vários amigos gaúchos aqui que nao querem voltar para o Rio Grande do Sul mas continuam a amar a terra onde nasceram, aprendemos aqui desde cedo a respeitar as culturas diferentes, e antes que venha dizer qualquer asneira sobre minha regiao saiba que somo muito ricos culturalmente, Monteiro Lobato, Renato Teixeira, Mazzaropi, Cassiano Ricardo, festas regionais como bolinho caipira, fomos um dos principais palcos de batalha da revolução de 1932, as tropas do Vale do Paraíba foram as primeiras da FEB a embarcar para a segunda guerra mundial e a única a lutar em todas as batlhas e semre na linha de frente etc, hoje somos uma região desenvolvida graças a um simples fato, atraimos para ca gente qualificada de todos os cantos do Brasil, temos empresas como a Embraer, GM, etc…a renda per capita é alta e o indice de violencia é baixo, ja morei em Curitiba por exemplo onde dizem que a qualidade de vida é excelente mas lhe digo que aqui em minah cidade é melhor, mesmo nao acho a regiao que moro superior ao resto do Brasil, sei que aqui temos MUITOS problemas e defeitos, so que tem um detalhe, em geral nos assumimos os defeitos porque queremos melhorar, nao saimos por ai botando culpa nos outros por nossos problemas. Como disse, tenho vários amigos gaúchos aqui e todos gostam do Rio Grande do Sul, mas o fato de verem outra relaidade lhes abriu a mente, parabéns ao autor do texto pela maturidade que abordou o tema, espero um dia ver o fim do bairrismo e do preconceito regional.

      • ramirocatelan disse:

        Se tu ler o texto com mais atenção, verá que aquilo contra o qual eu luto é JUSTAMENTE o bairrismo do pessoal do meu estado contra os demais estados do País. E eu também espero que um dia esse problema tenha fim, mas a esperança vai ficando cada vez mais miúda…

    • Günther disse:

      Quanta besteira em tão poucos caracteres… Acho que não merece resposta, mesmo porque os outros comentários foram adequados.
      E viva o Brasil Gigante, como a Coroa e o Império mantiveram! Avante, e fora, sim, os corruptos e preguiçosos. Que continuem a trabalhar para sermos cada vez maiores, os brasileiros de todas as regiões!

  7. Renato Aragão disse:

    Se o Rio Grande do Sul quer se separar, que se vá.
    Se os sulistas são infelizes e racistas problema deles
    O Brasil não depende do Rio Grande, mas com certeza o Rio Grande depende e muito do Brasil.
    E pior, estará fadado a se tornar um Uruguay da vida.
    Isso se não for absorvido pelos argentinos.
    Graças a Deus vivo na Bahia, um estado em paz consigo mesmo e com o restante dos meus irmãos brasileiros.

    • Adriano braga disse:

      Comentario definitivamente ruim Renato, baihano `e tao bairrista como os sulistas mas com um agravante, sem propriedade. Tu vens de um local aonde no seculo 21 sobrevive os coroneis.O NE deveria parar de reclamar e ajudar o Brasil a produzir mais. Teu comentário foi pior ainda, hein. Eu lutando explicitamente contra o bairrismo no post e vem um comentário desses…

  8. Claudnei Augusto disse:

    Sou paranaense, sou casado com uma baiana do extremo sul da Bahia, moro em uma cidade proxima de Salvador, o estado da Bahia tem uma natureza formidavel, mas seu desenvolvimento economico apesar de ser o primeiro estado brasileiro, se deu tardamente, outras regioes com 200 anos se desenvolveram mais rapido, o Brasil e um continente, ja foi apelidada de Belindia, desnvovimento rapido como da Belgica e miseria da India, embora estejamos em outra fase hoje, e conhecendo as diferenças de desigualdade, diferenças etnicas e regionais e culturais, sou a favor do movimento de autonomia, mas de segregação, mas de independencia de regioes, poderia melhorar em varios aspectos, tanto para regiao, como para o resto pais, em distribuição economica, justiça social e existe outros movimentos de autonomia, como o do sudeste e nordeste e so pesquisar, tudo para um Brasil melhor, bairrismo e tao tendencioso aqui no nordeste como em outras regioes,temos exemplos como Quebec no Canada, e a independencia dos paises que faziam parte da Ioguslavia(mas num outro contexto)

  9. Carlos Rosso disse:

    Sendo paranaense, e casado com uma baiana do extremo sul, sou contra movimentos de segregação, principalmente os etnicos, mas sou favoravel a autonomia da regiao sul, mas nao devemos esquecer que tem movimentos pela autonomia do sudeste, nordeste, todos visam estabelecer uma melhor força economica em cada regiao, poder trabalhar melhor com as leis, e direcionar cada regiao independente de sua cultura ou diferenças sociais e economicas, para melhor crescimento do cidadao dentro de uma democracia, justa, pois nosso pais tem dimensoes continentais; quanto ao bairrismo ele tambem existe fortissimo no nordeste, esse clima de rivalidade de estados existe, mas isso sao valores irrelevantes, o mais importante e esclarecer melhor a opiniao sobre o movimento e ter coerencia na hora de opinar….pesquisem sobre os outros movimentos… mas um plebicito seria vital..

  10. Gustavo disse:

    Olha, eu nao concordo com os argumentos que você postou no seu blog, eu gostaria de discordar em parte com o que você escreveu se me permite. Eu sou contrário ao preconceito, ao bairrismo e eu concordo que o sul nao é superior a nenhuma regiao desse país. No entanto, para que um povo e uma naçao se desenvolva é necessário uma identificaçao cultural com a sua gente, com os seus costumes e com as suas aspiraçoes e necessidades. A centralizaçao histórica política e administrativa do país, e a fragmentaçao que decorre disso, distorce por completo um sentido de comunidade que nós deveríamos ter. Eu já morei na Europa e eu sinto que é isso que falta para o Brasil, esse senso de comunidade que existe mesmo em países cosmopolitas como a frança. Portanto, sou a favor de uma autonomia maior das regioes. Afinal, porque me preocupar com o conjunto se ele é tao diferente assim da parte? Eu quero que o dinheiro do meu trabalho seja investido na minha regiao e nao injetado no nordeste por exemplo. Pode parecer egoísmo, mas eu estou simplesmente defendendo os interesses da minha regiao, da minha cidade, da minha comunidade e dos meus filhos.

    • Ramiro Catelan disse:

      Não sou contra a valorização das culturas regionais, e muito menos detesto meu estado; pelo contrário. Sou contra, como já disse, ao bairrismo, preconceito explícito, xenofobia… Agora, quanto à centralização, eu não gostaria de ver o Brasil se tornar como nos EUA, em que há uma grande descentralização e independência dos estados, permitindo aberrações como a pena de morte e tornando o país aquele com a maior população carcerária do mundo, tendo, inclusive, índices de criminalidade assustadores; mas gostam de falar mais do Brasil, onde, aliás, os índices diminuíram – o que aumentou foi a chamada sensação de insegurança, impulsionada pela grande mídia em geral.

      Entendo tua posição e a respeito, Gustavo, mas acho que aí há implícito aquele velho lugar-comum de que “os ‘estados desenvolvidos’ sustentam os do NO/NE”. Não é verdade. São Paulo, por exemplo, não é “o carro-chefe” do Brasil. Experimenta separá-los do Brasil pra tu ver o que acontece. Experimenta fazer do Sul o teu país. O Brasil é uma república federativa e creio que só poderá funcionar dessa maneira, cada estado contribuindo para o desenvolvimento do país à sua maneira.

      Abraços

      • Gustavo disse:

        Nao é um velho lugar comum. Existe sim grandes diferenças econômicas e culturais entre as regioes. Nao acredito que seja um absurdo afirmar isso. No entanto, nao sou a favor de uma separaçao como pode parecer, pois é sim uma utopia, mas como toda utopia ela tem um valor ideológico potencialmente expressivo. Quem pode negar historicamente o valor das utopias?
        A questao é que você Ramiro, com todo o respeito, tem uma visao por demais otimista do nosso Estado. O Brasil vem experimentando nas últimas décadas, uma crise institucional, moral, política, que cresce e se espalha como um vírus e encontra em todo nicho de poder um hospedeiro inerte e resignado. É a mais pura realidade.
        Essa crise afeta a todos e eu me pergunto se existe realmente uma saída. De quem é a culpa? As vezes a utopia se cria num clima de desesperança, numa situaçao limite. Pra mim o Brasil vive nessa situaçao limite há um bom tempo.

      • Ramiro Catelan disse:

        Oi? Quem falou que não existem diferenças econômico-culturais entre as regiões? O que não dá é pra achar que uma região é superior à outra.

        “Quem pode negar historicamente o valor das utopias?”

        WTF.

        “O Brasil vem experimentando nas últimas décadas, uma crise institucional, moral, política, que cresce e se espalha como um vírus e encontra em todo nicho de poder um hospedeiro inerte e resignado. É a mais pura realidade.
        Essa crise afeta a todos e eu me pergunto se existe realmente uma saída. De quem é a culpa? As vezes a utopia se cria num clima de desesperança, numa situaçao limite. Pra mim o Brasil vive nessa situaçao limite há um bom tempo.”

        Eu não estou vendo nenhuma crise institucional, moral nem política no Brasil. Temos problemas – vários, aliás – a resolver, mas também tivemos grandes avanços. Desconfio de gente que diz que “político é tudo igual”, “somos todos Tiriricas” e outras pérolas…

        E, sinceramente, tu acha MESMO que QUALQUER região/estado que resolvesse se separar conseguiria sobreviver? Quem afirma isso mostra uma ignorância ímpar; desejar isso como utopia – como tu mesmo disse -, vá lá… mas é algo que jamais poderia ser implantado na realidade, e não só porque a Constituição não permite, mas porque as regiões do Brasil dependem umas das outras. São Paulo não “leva o resto do país nas costas”, como alguns gostam de dizer.

      • Gustavo disse:

        Bem Ramiro, aí estao as diferenças entre as nossas opinioes:

        Eu acredito que o Brasil vive sim uma crise generalizada e visceral, enquanto que você afirma se tratar apenas de problemas pontuais.

        Você acredita que os estados devem de desenvolver amarrados uns aos outros e todos amarrados à Uniao. Enquanto isso eu penso que esse sistema, nos termos em que se encontra atualmente, é retrógrado e lesivo aos interesses da populaçao.

        Dentro da minha perspectiva, eu acredito que a utopia é válida como vetor de mudança, enquanto que você considera que nao há necessidade pra mudanças drásticas e que na prática nao seria possível separar as regioes (argumento pragmático).

        Portanto, no fundo você defende o status quo, enquanto que eu penso em certa medida contra a corrente.

        Só queria deixar claro que eu sou a favor de uma maior autonomia da regiao sul, mas isso nao quer dizer que eu defendo a separaçao.

        Abraço e obrigado pela oportunidade dessa discussao no seu blog sobre um tema que realmente gera bastante polêmica.

      • Ramiro Catelan disse:

        Cara, eu gosto de discutir. Se não gostasse, ficaria quieto, não faria textos sobre temas polêmicos…

        Eu não defendo o “status quo”, porque acho que muita, muita coisa precisa ser modificada. Mas adotar um modelo tipo o dos EUA, por exemplo, não daria certo. Acho que o nosso sistema funciona muito bem, e se inventassem de fazer uma mudança, seria um caos completo.

        Utopia = projeto irrealizável; quimera; fantasia. Isso é utopia. O que dá pra fazer é, se tu acha que há uma “crise generalizada e visceral”, lutar contra isso, eleger gente boa pra nos representar; pequenos gestos individuais que contribuem para solucionar os problemas. Mas eu não vejo uma situação catastrófica, ao menos não aqui no Brasil. Ao contrário: estou vendo muitas melhoras; só que é difícil consertar em 8 anos tudo o que foi estragado em 500…

        Abraço

      • Gustavo disse:

        Olha, eu vou ser sincero com você, eu nao votei na Dilma, mas eu respeito a liberdade e o direito de voto de cada um.
        Eu realmente nao sei se caso o Serra tivesse ganho as eleiçoes haveria alguma mudança significativa para os próximos anos.
        O que eu nao consigo entender é por qual motivo a maioria daqueles que votaram na Dilma nessa última eleiçao tem uma imagem tao absurdamente positiva e otimista do Brasil.
        É um efeito colateral por vocês serem da situaçao ou algo do tipo? É o frenesi da vitória nas urnas? É ainda o efeito da propaganda eleitoreira? Ou quem sabe é a proximidade das festas de fim de ano?
        Eu nao entendo…

      • Ramiro Catelan disse:

        “O que eu nao consigo entender é por qual motivo a maioria daqueles que votaram na Dilma nessa última eleiçao tem uma imagem tao absurdamente positiva e otimista do Brasil”

        Talvez por coisinhas que a nossa mídia tradicional não mostre, tipo 15 milhões de pessoas terem saído da miséria, mais 15 milhões terem ascendido à classe média, a diminuição do desemprego, o aquecimento da economia, a maior inclusão social nas universidades… claro, temos que perseguir melhoras em diversos setores, mas, comparando ao que era antes de 2003, estamos muito bem. É difícil consertar em 8 anos o que a direita estragou em 500, como eu já disse. Eu votei na Dilma não só por ideologia, mas por pragmatismo – e a maioria dos votos dela foi pragmática: as pessoas sabem como era antes e como tá agora. Elas sentem no bolso, na mesa.

  11. Roberto disse:

    O gaúcho é bairrista?Vc não conhece Santa Catarina…Não importa se vc for do sul ou do norte,Vai lá e vão bradar pra ti “Fora,haole!”.

    Sou paulista e a favor da separação,pois o Brasil é grande e desunido demais!

  12. Dirley disse:

    É interessante a ideia dos cauchos tché, de quererem ser “livres” ou “independentes” do resto do Brasil do Nordeste ou do norte verdade é que não se sabem exatamento qual o proposito disso.
    Minha mãe é paulista nasci na Bahia e foi lá que vivi a maior parte dos meus 26 anos.
    Gostaria de fazer algumas perguntas aos meu queridos gauchos: Porque tamanho desejo de separar? Vocês não são livres ai?
    Bom, eu consigo ser livre em qualquer lugar independente da região, estado, municipio etc…Se o sul insite nessa separação é porque algo estar errado há e parem de se desculparem com cultura, diferençãs ou crençãs ou corrupção porque na minha opinião isso não passa de balelas e pretextos porque tudo isso que citei acima tem em todas as partes do mundo se um filhos é diferente de um pai porque raios vocês não podem ser diferente do Norte, Nordeste, Sudeste.
    Eu concordo quando vocês dizem que são diferentes tanto no aspecto cultural quanto economicamente mas o que não quer dizer que vocês são superiores ou inferiores, tudo depende do ponto de vista.
    Exemplo: um gaucho pode ser rico tanto culturalmente quanto econômicamente em relação a um baiano ou pulista, carioca etc..Como também pode ser um descamisado diante de um americano ou um alemão, canadense é só perguntar ou melhor dar pra imaginar o que eles imaginam quando eles fazessem a seguinte pergunta “where are you from”? I’m from Brazil.É como se nos brasileiros não tivessemos identidade e que não passassemos de “latinos” mas antes somos brasileiros seguem os mesmos raciocinios das ideias de que baianos ,pernambucanos e cearences e compania nordestina, são todos iguais o que de fato não é.
    Todo mundo tem as suas diferenças em qualquer lugar de uma região, estado, municipio,distrito, birro etc.
    Vale resaltar que a palestina x Israel é um exemplo para nós brasileiros anos e anos de guerra a força faz a união exemplos não faltam: Mercosul, Nafta, União europeia existem nações com dialetos distintos se unindo e vocês querendo se separarem. Francamente!!!
    Não sei talvez seja mania de nos brasileiros so olharmos para os nossos próprios pés veja o mundo lá fora pessoal será que somos piores que o zimbabué,Nova Guné, Serra Leoa etc… (Africa)? Parte da Russias que tambem vivem na miseria? haitianos?
    É verdade que muitas coisas tem que serem mudadas nesse pais tão imenso para se tornar uma Potência Mundial eu poderia ficar horas aqui escrevendo issso mas infelzmente dá vou deixar três dicas que nos brasileiros teriamos que investir para melhorar a nossa situação atual:
    Educação;
    Sáude;
    Segurança.
    Bom, pessoal a minha intenção não foi criticar “A” “B” OU “C” e sim concientizar.
    Quanto aos nossos amigos gauchos vejam:
    9 estados no Nordeste;
    7 Estados no Norte;
    3 no centro-oeste tendo brasilia como capital e bem planejada para tal afinidade contra qualquer ideia separatista.
    Então pessoal parem com essas ideias ridiculas sem nexo e sem fundamentos olha só quantos estados lutariam contra essas ideis 19, e isto é real é fato ou vai dizer que esses estado apoiariam as ideias de separação ainda que fosse a região sudeste não conseguiria esses 19 estados são sem duvidas os estados mais se assemelham.
    Querer é uma coisa conseguir é outra.

    • Ramiro Catelan disse:

      Tem certeza de que leu o texto? Eu sou absolutamente contra qualquer forma de bairrismo. E não gosto de generalizações; sou gaúcho e luto contra isso. :)

      • Dirley disse:

        Li sim o texto concordo plenamente com você excelente.
        Olha só que interessante:
        Rescentimente conheci uma cearence ela trabalha numa impresa de Call center faz um ano que ela mudou se para sp ela me relatou absurdos ela me disse que quando ela atende as ligações quase 70% dessas ligações as pessoas perguntam de onde estar falando; ou de que cidade ela estar falando; ou você é baiana incistentimente no intuido de descobrir suas origens?São perguntas desnecessarias e lembrando que 98% das ligações recebidas são daqui mesmo do estado de sp
        Ela me disse que em muitas desasas ligações se ela não disser de onde ela é ou de onde ela veio ela é chingada de burra, as pessoas simplismente desligam as ligações e até chantageiam ela dizendo que se ela não disser de que cidade é que desligariam a ligação ligariam depois.
        Resumindo ela não entende ainda o porque bom, dava pra ver a tristeza como ela me relatava mesmo sem ela entender o porque de tudo isso agora imagina quando ela entender triste não é? E imaginar que isso só foi um exemplo ou talvez uma história entre centenas ou milhares as pessoas não costumam medir as concequências disso.
        Antes de dizer de onde sou costumo dizer que sou do mundo para que essas ideias bairristas não fassam parte de mim e com isso eu quebro as “pernas” dos curiosos enquanto eles pensam mediocrimente nos seus casulos em que vivem ou no mundinho pequeno em que vivem, vejam como é minimizadas a imaginação dos bairristas só consegue enxergar os proprios pés vivem aprisionados as suas propprias ideias estapafurdias.
        Bom eu não tenho lado não fico do lado “x” ou “y” e sim do lado da verdade tenho amigos maravilhos ai no sul aqui em São Saulo e no Nordeste o lugar onde você nasce pouco importa se você não sabe viver.
        Abracitos!!

  13. marcelo costa disse:

    O QUE MAIS VAI PREOCUPAR UM DIA É QUANDO SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO RESOLVEREM SE SEPARAR DO RESTO DO PAÍS!!!AÍ SIM FUDEUUUUU!!! OS CARAS LEVAM O BRASIL NAS COSTAS!!!! PRIMEIRO E SEGUNDO PIB DO BRASIL!!!! O RESTO É SÓ FOGUINHO NO RABO!!!! POVO GUERREIRO???? FICARAM 10 ANOS LUTANDO E NO FINAL PERDERAM A GUERRA E COMEMORAM ATÉ HOJE!!!! FALA SÉRIO!!! VÃO CATAR COQUINHO!!!

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