[Resenha] Noite Eterna

Primeiro livro da série Evernight

Bebendo das fontes de Crepúsculo e pegando carona no sucesso desta e outras chick-lits vampirescas, temos Claudia Gray e sua Noite Eterna.

A princípio, uma incômoda sensação passa pela mente do leitor, como eu, não habituado a esse gênero: mais uma historinha de romance envolvendo vampiros? E é aí que comete-se um engano – o buraco é bem mais embaixo. Por quê?

Simples: porque, primeiro, Noite Eterna é bem escrito. Ao longo de todo o livro, fica difícil encontrar estruturas falhadas e deslizes a que muitos autores – incluindo Stephenie Meyer – estão acostumados. Por mais que um enredo seja ruim, é sempre um prazer ler um texto conciso, bem lapidado.

Segundo: até aproximadamente a página 100, fica-se com a sensação de que a autora está zombando da inteligência do leitor, com clichês forçados e pontas soltas inexplicadas. Claro, quem está acostumado a essas histórias provavelmente não dará bola, mas foi algo que me chamou a atenção. Então, as coisas começam a ser explicadas. E vão melhorando conforme a história avança.

Por incrível que pareça, não é um livro tão meloso quanto se esperaria. Ou seja, não é irritante, conseguindo prender até o final. Não é uma leitura, digamos assim, profunda, mas é eficiente no sentido para o qual foi provavelmente desenvolvido: entreter.

Acompanhamos a vida de Bianca Olivier na escola Noite Eterna, um lugar antigo e recheado de mistérios. Ela sente repulsa pelo lugar, mas logo conhece Lucas Ross, por quem rapidamente se apaixona.

Soa clichê? Talvez, mas a história é envolvente, tornando-se um page-turner em pouco tempo. Tem boas doses de ação, algo que falta a Crepúsculo, e é perfilado por um clima de suspense. E tem romance, também, para satisfazer os/as mais sentimentais. Mas não senti o exagero típico desse gênero. Tudo parece encaixar-se bem, sem excessos.

Recomendo para quem busca uma história sentimental, sem ser piegas, divertida e, claro, bem escrita. Meus cumprimentos à Martha Argel e Humberto Moura pela excelente tradução.

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4 respostas para [Resenha] Noite Eterna

  1. carolina disse:

    Vontade de ler de novo! Seu toup!!Decifre

  2. Olá Ramiro :)
    Então… Há tempos não recebo uma BOA indicação de livro… Nos últimos meses só tenho lido Gibi, o que na minha opnião é uma das sétimas maravilhas do mundo! hahahaha! Histórias de vampiro é semrpe uma nova polêmica, muitas vezes parece que eles se moldam ao moderno dos tempos de antigamente, deu pra entender? Crepusculo (NUNCA LI, NEM VI NEM DESEJEI), logo de cara já parece sem graça demais, e já que esse “Noite Eterna” não é lá tão clichê quanto a zaga juvenil que enfeitiçou a cabeça de milhões, quem sabe eu me interesse :)
    Beijo no coração, muito bom seu texto ;)
    :*

  3. Su disse:

    Oi!!!
    Retribuindo a visita!
    Apareça sempre que quiser por lá, andei um tempo sem postar, mas pretendo voltar com tudo agora.

    Bjs

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