Sobre culpa, medo, religiões e demônios

O começo da minha relação com religiões – mais especificamente com a católica – provavelmente se deu no momento do meu batismo. Sendo filho de ateus, creio que o fato de minha avó materna ter sido católica devota se relaciona com a história; ou talvez meus pais tenham cedido àquele famigerado jogo social. Não importa. Os anos foram passando. Minha infância foi razoavelmente tranquila, e dela guardo algumas de minhas melhores memórias. Então, chegou aquela idade em que em geral se jogam as crianças numa igreja, a fim de, se não iniciar a doutrinação, reforçá-la. Quem tomou a iniciativa desta vez não foram meus pais. Foi minha irmã. Religiosa, à época, um belo dia me informou: “Tu vai pra catequese”. Indaguei o porquê. “Porque todo mundo faz”. E eu, subserviente, fui e fiz.

Na catequese, aprendi sobre um certo deus; sobre como ele era bom e justo e como eu deveria amá-lo e cultuá-lo. Mas o que ficou incrustado em mim foi algo cuja autoria é disputada entre judeus e cristãos. Estou falando de culpa. Porque, obviamente, a culpa é um dos pilares básicos do cristianismo. Como disse na época do colégio um grande professor de literatura, tirem a culpa e acaba o cristianismo. Antes que me apedrejem, friso que a culpa, sozinha, não baliza o sistema cristão; não esqueçamos o medo, a dor e a vergonha. Mas a culpa sobressai a todas as outras. Porque a culpa prende, tortura e se arraiga de tal forma, que é uma tarefa penosa extirpá-la.

Penosa, mas não impossível. Passei um tempo considerável carregando esse estigma, e não era muito difícil notá-lo. Ao que me parece, a catequese não cumpriu seu objetivo: me fazer amar aquela entidade enigmática e singular. Porque nunca, por um momento sequer, eu cheguei perto de amar deus, Jesus ou o nome que quiserem dar ao seu amigo imaginário pós-infância. Ou talvez, quem sabe, todo o parlatório cristão tenha atingido sua finalidade. Afinal, por uns três anos levei comigo o medo. Medo dos castigos que certamente me seriam infligidos pela mão de ferro de deus. Um deus que eu não amava, mas no qual cria cegamente. E cuja igreja impôs sobre uma criança de onze anos algo tão pesado como culpa, pois quem não ama a deus deve senti-la e, ora, o ser humano é pecador por essência, então nada mais natural do que se culpar. Pelo quê? Sinceramente, não importa. Mas não esqueça que você é um pecador e deve sofrer, já que a vida terrena é feita de labuta e dor e vergonha; a recompensa virá no reino dos céus.

Como me livrei da culpa? Não sei bem. Mas algo é certo: até lá, os suplícios foram inúmeros, as dores, praticamente insuportáveis; e a vida de repente se tornou mais áspera, empanzinada com sofrimento e sangue. Sim, não pensem que a tortura se restringiu ao plano psicológico. Eu descontava em meu próprio corpo tudo aquilo que a mente não conseguia administrar. E isso foi o início de alguns grandes transtornos que a Igreja Católica ajudou a desencadear.

Não, nem tudo é culpa do catolicismo e da doutrina cristã. Mas, bem, o conceito de “culpa”, como disse anteriormente, é obra judaico-cristã. E foi justo o catolicismo que ajudou a levantar coisas que até então permaneciam lá no fundo, num recôndito obscuro e que, não fosse essa “ajuda”, talvez nunca tivesse se manifestado. Mas se manifestou. E aí?

Chegou uma hora em que as coisas foram mudando. Não me sentia mais tão ligado à ideia de deus. Foi então que eu experimentei estudar outras religiões. Por curiosidade. Queria me ver afastado daquela visão cristã. Conheci a wicca, os cultos neopagãos e o satanismo moderno, que nada têm a ver com os clichês que a mídia ajuda a disseminar. Aí eu comecei a perceber um detalhe interessante, curioso. Veja só: aos poucos, mais lentamente do que eu gostaria, fui me dando conta de que eu não acreditava naquilo tudo. Era diferente, instigante, mas… não era real. Deus, diabo ou qualquer entidade mística. O que seria deus se não uma válvula de escape, algo no qual se apoiar? Eu não precisava daquilo. Que deus deixaria desamparada a sua criação?

Pois é, o cristianismo se foi de dentro de mim. Porém, deixou marcas. Não foi exatamente fácil combater a culpa: por mais que agora não houvesse um deus para fomentá-la, ela continuava ali. E expurgá-la me exigiu demais. Todos temos nossos demônios, não? “Meus demônios permanecem diante de mim e debocham de cada pensamento meu; o único jeito de limpar minha alma é afogar minha sujeira com chuva.” O trecho anterior é de uma música da banda americana Novembers Doom, e me faz pensar o seguinte: há demônios dentro e fora de nós.

Às vezes, os de fora podem ser tão perigosos quanto os de dentro, ou ainda mais. Da mesma forma que eu fui afetado pela doutrinação religiosa, muitas outras pessoas foram, são e serão. Não acho cabível impor determinada religião a crianças; como Richard Dawkins bem disse, não existem crianças católicas, judias ou muçulmanas – os pais destas é que pertencem às ditas religiões e acabam não dando escolha aos filhos. O pior disso tudo é que nem sempre a imposição é feita de modo sensato (como se pudéssemos usar a palavra “sensatez” conjunta com “imposição”, ainda mais religiosa). Muitas crianças são criadas desde cedo num ambiente de fanatismo completo. E o resultado disso nós podemos atestar diariamente. Acho que não preciso dar exemplos.

Me parece que as religiões são a mácula do mundo, e o cristianismo, por ter papel tão influente no mundo ocidental, acaba sendo mais prejudicial na nossa realidade. No Brasil, por muito tempo tivemos uma predominância da Igreja Católica, que ainda retém considerável poder entre os fiéis. Acontece que, de uns anos para cá, observa-se o crescimento das diversas formas de protestantismo. Evangélicos e católicos se digladiam em diversos aspectos, mas em outros, se unem sem pensar duas vezes.

E voltamos ao fanatismo. Porque muitas vezes fica difícil separar o fanatismo da religião; em boa parte dos casos, andam de mãos dadas, e não se sabe onde termina um e começa o outro. Não condeno os religiosos em suas pessoas, mas suas atitudes. Sei que existe uma pá de gente sensata, respeitosa e com mente aberta, sem deixar de ter sua fé e praticar a religião. Meu desejo sincero é de que fossem maioria. Mas não são. E a parte fundamentalista faz barulho. Ataca os direitos de outros para garantir os seus. Difundem toda sorte de preconceitos. Quando isso vai acabar?

Infelizmente, não enxergo um horizonte favorável. Ninguém deixa de ser fundamentalista da noite para o dia. Ninguém passa a ter empatia e respeito assim, do nada. Um diálogo como esse é sempre árduo de construir. Eu poderia ficar quieto, acomodado e prostrado em meu canto. Mas estou aqui, compartilhando minha experiência de vida. Me empenho em estabelecer discussões, debates e questionamentos. Autoquestionamento. Vivo numa sociedade pautada pela moral judaico-cristã, e acho que o parâmetro de ética e moral deve ser alterado o quanto antes. Porque enquanto houver extremismo religioso, não teremos muitos dos avanços do qual o mundo necessita. Enquanto a ignorância e a cegueira imperarem, a luz da razão ficará ofuscada. E enquanto a situação não for modificada, haverá outras crianças de onze, treze anos se martirizando por uma culpa risível, por um deus tão certo quanto a existência de fadas.

11 respostas para Sobre culpa, medo, religiões e demônios

  1. Não discordo que a culpa seja um dos pilares em que a RELIGIÃO cristã se apóia (notar o caps lock na palavra “religião”). Ela funciona bem. Ajudou a legitimar o cristianismo-religião ao longo dos séculos. Também concordo com o Dawkins (não é muito raro eu concordar com ele no que diz respeito à religião; discordo no que diz respeito à seus “argumentos” pra não existência de Deus) sobre as crianças, porque também posso me tomar como exemplo. Sou filho de protestantes, e fui desde sempre levado à igreja e tudo mais.
    O lance é que hoje não me considero cristão. Tenho que melhorar muito, muito para chegar a ser um “partidário de Cristo”. Infelizmente o uso dessa palavra acabou com o tempo aplicando-se àqueles que seguem a doutrina da religião cristã, quando deveria ser associado àqueles que tentam a todo custo, como deveria querer um cristão, ser parecido com Jesus – e não é nem de longe a mesma coisa. A imposição dos meus pais acabou encontrando em mim uma terra mais ou menos fértil, mas que certamente recusou e recusa algumas sementes que custam a parar de ser lançadas. A da culpa é uma delas.
    Não, não nego que haja pecado. Sinceramente. Pode parecer um conceito bobo, arcaico mesmo, mas pra mim ele faz sentido. Mas não há qualquer sentido, partindo da interpretação bíblica mais superficial, para utilizá-lo de modo a salientar o estado de podridão do homem. Autores como Paulo, sempre que falavam sobre isso – e ele o fez com certa frequência – nunca deixavam de afirmar a graça de Deus logo em seguida, e isso, a meu ver, faz toda a diferença. Formulando de uma maneira diferente, pra que eu vou ficar me culpando se Deus me quer apesar do meu pecado?

    Não tô tentando pregar pra ninguém com esse falatório todo. Disse tudo isso pra introduzir a única conclusão que faz sentido diante da visível discrepância entre a religião cristã e o livro no qual ela afirma se basear: a culpa não é senão ferramenta de legitimação religiosa, e é de uma escrotidão sem tamanho que seja pregada de forma a humilhar o homem, coisa que Deus, a meu ver, não procura fazer.

    “A Igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter”. Sugiro a leitura desse texto sobre o assunto, escrito por um camarada chamado Paulo Brabo, a quem costumo dar alguma atenção.
    http://www.baciadasalmas.com/2010/a-pastoral-do-medo/

    Abraço.

    • Ramiro Catelan disse:

      Tem algumas coisas que simplesmente não me descem. Primeira: como alguém consegue viver sua vida baseado num pedaço de papel com mais de dois mil anos de idade? Segunda: como alguém consegue viver sua vida baseado num pedaço de papel com mais de dois mil anos de idade E que comprovadamente sofreu dezenas de alterações ao longo da história? Eu já li um artigo que compara mais de dez traduções para o português de um versículo aleatório que não me vem à memória; e todas, absolutamente todas são muito diferentes umas das outras. Se perdeu muito do texto original com o tempo… quem sabe o que REALMENTE diziam ser a história do Cristo?

      Li o texto que tu linkou e achei interessante. Tu diz que acredita em pecado, não? Pois, para mim, o pecado é como o medo a que o texto se refere: instrumento de opressão e dominação. Bem como a culpa. Está tudo interligado. São pilares sólidos de um templo arcaico; caso sofram algum ataque muito forte – e isso não certamente não ocorrerá -, o templo vai abaixo. Faz sentido o meu raciocínio?

      Não tem como tentar ser parecido com Cristo. Quem foi Cristo? Partindo, claro, do pressuposto que ele existiu – e eu não creio nisso. Vamos melhorar: qual a VERDADEIRA ideia do Cristo, aquela original, dos textos remotos e intocados? Nunca saberemos. O que temos hoje é a versão que a Bíblia nos conta. De um Cristo amoroso, bondoso e justo… ou nem tanto. Jesus era monarquista e queria suditos a seus pés; pra quê independência, não é mesmo? Jesus pregava o “amai a todos”, mas e os fariseus? Porque, pra mim, “todos” é TODOS, sem excluir ninguém. Acredito que os fiéis reproduzam o comportamento de seu ídolo, só que, em vez de fariseus, perseguem homossexuais e pessoas de outras religiões. Sem generalizar, claro, falo dos fundamentalistas. O problema não são os religiosos ponderados. Um religioso ponderado, como qualquer outra pessoa, tem seus preconceitos, mas não pratica discriminação. É isso que falta a muitos: respeito. Empatia. E aceitação.

      • Não nego as discrepâncias internas e alterações a que os textos bíblicos foram expostos. Algumas são explicáveis e contornáveis; muitas são abertamente exageradas e extrapoladas por críticos. Não tenho explicação pra todas e com toda sinceridade não busco. Há coisas na Bíblia que fazem sentido para mim e nas quais acredito e tento aplicar. Falei da Bíblia no comentário, em primeiro lugar, para reforçar minha conclusão, a da culpa como forma de legitimação e dominação, coisa que, a meu ver, não é embasada pelo relato bíblico.

        Quanto a basear a vida num texto de dois mil anos, a resposta é simples: fé. Há problemáticas nisso (como a de não saber o que os primeiros textos, intocados, dizem, por exemplo), assim como há, também, na racionalidade exacerbada. Acredito que seja uma forma digna de experiência com Deus, desde haja, também, reflexão.

        Você falou de Jesus monarquista. Bem, tenho certa dificuldade em aceitar isso.
        “Os reis dominam sobre nações, e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Mas vós não sereis assim; ao contrário, o maior entre vós seja como o mais novo, e quem governa, como quem serve. Pois quem é maior? Quem está à mesa ou quem serve? Eu, porém estou entre vós como quem serve” (Lucas, 22: 24-27).

        E quanto a não amar os fariseus, quando Jesus afirma tal coisa nos evangelhos (alterados e com discrepâncias entre si ou não)? Chamar um determinado grupo de hipócrita e denunciar suas injustiças (todas cometidas em nome da religião judaica) é o mesmo que não amá-los? Não vejo essa dicotomia aí.

        Não vejo na Bíblia um relato homogêneo, bonitinho, certinho, escrito por mediunidade e sem erros. Respeito quem o faça, mas não é o meu caso. O que não me impede de analisá-la e conseguir retirar de lá lições importantes e tentar pautar minha vida nelas.
        O Jesus que eu quero imitar é o cara que era chamado de glutão pelos religiosos da época, que vivia em companhia de prostitutas e cobradores de impostos, que apontava na cara de fariseus, homens religiosos e de conhecimento da Lei, que eram hipócritas e que Deus tinha dado a conhecer Seu reino aos pobres, aos pequenos. Quando conseguir chegar à sombra desse cara, talvez – TALVEZ – consinta em ser chamado de cristão.

        Abraço.

      • Ramiro Catelan disse:

        O problema da Bíblia é que ela é toda cheia de moralismos e preconceitos, sem falar que é absurdamente conservadora, e eu não sou uma pessoa nem um pouco conservadora. O mesmo problema eu não observo, por exemplo, na wicca e outras religiões pagãs. Nem no budismo, se encarado como religião. Mas isso é detalhe (ou não).

        Eu não dou a mínima pro que está escrito na Bíblia, porque minha vida não depende disso, não tenho fé, arranjo suporte em outros lugares, não num livro obsoleto e eivado de podridão. Agora, o que me afeta é a discriminação e intolerância dos religiosos conservadores e extremistas. Já chamaram de intolerante, mas eu não faço discriminações; procuro, pelo contrário, sempre me ater às IDEIAS desse pessoal, e não a eles pessoalmente. Mas confesso que é uma tarefa difícil.

        Quanto à questão da monarquia, várias passagens explicitam esse caráter. Porque só nele há redenção, e os reis gostam de ser adorados; vem a mim e terá a cura, coisas do tipo. Agora, sobre hipocrisia, eu vejo dicotomia aí, sim. Eu não costumo amar coisas e pessoas que considero hipócritas. Porque falsidade não é exatamente algo que me atraia. Mas Jesus poderia muito bem achá-los falsos e amá-los. Por pena?

      • hilton disse:

        Meu presado irmão. Você esta definindo como “verdade” a sua experiência individual. Existem milhões de outras experiências individuais e cada uma delas com uma conclusão peculiar.
        Voce foi massacrado pelo catolicismo e seu desapontamento o levou a ficar na defensiva, não se abrir e resistir a tudo que possa lhe revelar como “naturalmente falho”, como todo e qualquer indivíduo.
        A bíblia é uma compilação de experiências individuais e coletivas muito rica em tudo e ter dois mil anos só endossa sua capacidade de influenciar gerações. Aliás, todoas as sociedades civilizadas do planeta são alicerçadas por ela.
        Que tal tentar de novo, agora olhando para a Jesus Cristo, suas obras, suas doutrinas e o seu exemplo? Que tal assemelhar-se ao caráter dele? Que tal amar ao próximo como a ti mesmo ou como você ama seus filhos, pais, esposa, etc.?
        Para quebrar a vidraça muitos lhe oferecem pedras, mas para erguê-la todos se dzem ocupados, por isso cuidado com os que lhe apoiam no fracasso de suas vidas mediocres e sem sentidos.
        Até Einstein reconheceu haver algo a mais no universo que não podia ser explicado pela razão (ciência).

      • Ramiro Catelan disse:

        Não estou definindo absolutamente nada do que falei como “verdade”; apenas fiz um relato individualizado que, veja só, acaba por enunciar um panorama um pouco mais amplo, sobre o qual falei no texto. Cabe um pouco de interpretação textual aqui.

        Eu não estou na defensiva; o que aconteceu apenas me levou a construir minha posição – e não foi apenas isso, obviamente.

        “Sociedades civilizadas”? Isso me cheira a petulância judaicocristã; gente que pensa assim costuma achar que os países islâmicos não são “civilizados”.

        Qual é a verdadeira obra de Jesus? Aquilo que dizem que ele fez, que disse, que pregou? Aquela pilha de textos que sofreram mil e uma alterações e foram então compilados como se conhece hoje? Ah tá.

        Não, obrigado. Não aceito Jesus nem se ele mandar scrap! Pode carimbar meu passaporte pro inferno aí!

  2. Brunna disse:

    Adorei o seu texto!
    Muito interessante, penso muito parecido com você. Belo desenvolvimento e conclusão.
    Abraço.

  3. Pedro disse:

    Cara, como vc bem sabe, um dos erros que vejo no teu raciocínio é crer que amar implica em concordar e achar bacana tudo que o amado faz. O que eu considero um absurdo.
    .
    Sou católico e namorei por nove meses com uma guria te família toda atéia. Ela mesma começou o namoro sendo atéia. Terminamos e não sei o que ela se considera hoje. Nunca a forcei a ir a Igreja e mesmo considerando a posição dela um erro tremendo, te digo que a amava profundamente. O que fazia era simplesmente tentar convencê-la conversando, por argumetos.
    .
    Cara, eu te amo, de verdade. Você é um velho amigo e me ajudou em momentos muito importantes. Nem por isso concordo com você ^^

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