Ad infernum ducit

Fecho o círculo e ponho cada incongruência no devido lugar. Desvelo a farsa do nosso amor, que, de concreto, só deixou três marcas: no corpo, na alma e no coração. Não no teu, evidentemente. Sobre o teu, não me atrevo a proferir uma palavra sequer. Por não me conhecer, te desconheço por completo, sendo tu parte intrínseca de mim; ao extirpar-te de mim, me extirpas de mim mesmo, sendo eu verso incompleto sem o poema que tu és, gravado em minha pele. Nela, à fogo reluz o emblema da tua vitória, como uma reminiscência que reluta em partir: pedaços dilacerados de um coração arruinado, nada mais que um brasão da alma incendiada pelo fogo pungente da dor.

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One Response to Ad infernum ducit

  1. Samantha disse:

    Intenso, Intenso, muito intenso, gostei!

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